domingo, 4 de novembro de 2018

JORNAIS DE PERNAMBUCO NO PAINEL DO CORONEL PAIM

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

No Recife, Alckmin, Haddad e Ciro medem a temperatura de suas campanhas pelo Nordeste

Os três candidatos visitaram nos últimos três dias a capital pernambucana, com palanques contraditórios, vaias e ataques de Ciro contra Haddad

Eleições 2018 Nordeste
Haddad, em visita ao Recife no último sábado.  AFP
Nos últimos três dias, o Recife se tornou o termômetro dos candidatos para medir a temperatura de suas campanhas junto aos eleitores nordestinos. O Estado mais lulista do país recebeu um dia após o outro, desde sexta-feira, Geraldo Alckmin, o candidato tucano que mesmo com o maior tempo de TV não consegue decolar nas pesquisas; Fernando Haddad, o herdeiro político de Lula que precisa continuar subindo para se consolidar no segundo turno; e Ciro Gomes, o pedetista que tenta segurar seus votos na região, que arriscam migrar para o PT. Numa eleição tão acirrada, conquistar o Nordeste, com 26,6% do eleitorado e órfão de Luiz Inácio Lula da Silva, tornou-se ainda mais essencial.
A quinze dias da eleição, Haddad e Ciro estão tecnicamente empatados no segundo lugar, com 16% e 13%, respectivamente, segundo o último Datafolha. O Nordeste é a única região onde o petista lidera a corrida, com 26% das intenções de voto, na frente de Ciro (17%) e Bolsonaro (17%). Reduzindo o recorte, em Pernambuco o petista também está na frente, com 24% das intenções de voto, seguido de Bolsonaro (17%) e Ciro (13%). Mas o mesmo não ocorre na capital: no Recife, Bolsonaro lidera a pesquisa (com 23%), na frente de Haddad (17%) e Marina Silva (12%).
Na disputa para chegar ao segundo turno, Ciro Gomes tenta se equilibrar na tênue linha entre desconstruir Haddad, e, ao mesmo tempo, não poder se voltar contra o ex-presidente Lula. Precisa se afastar do PT para conquistar os votos descontentes com o partido, mas não pode ir longe demais, para não arriscar perder sua própria base fiel, construída durante décadas no Ceará com a proximidade do ex-presidente. “Se Lula fosse candidato, muito provavelmente mais cedo ou mais tarde a gente estava entendido”, afirmou Ciro, neste domingo. “Todas as eleições de Lula de 16 anos para cá eu votei nele. Já zangado com as contradições da Dilma, votei nela, e votei contra o impeachment”, afirmou.
Mas, na sequência, se colocou a disparar contra Haddad, a quem acusou de conhecer pouco o Nordeste. Lembrou ainda, em seu palanque, que o candidato petista não conseguiu, sequer, vencer a reeleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2016, perdendo a disputa no primeiro turno para João Doria (PSDB), qualificado por Ciro de “farsante”. “Vocês acham que alguém que acabou de perder as eleições em São Paulo em todas as urnas será uma boa resposta para a gente emancipar o Nordeste?”, perguntou, a um público de militantes essencialmente jovens. Conhecendo a vaidade do pernambucano, Ciro afirmou que é nesse Estado onde se forma "a opinião política do Nordeste brasileiro". "Nosso povo nem sabe quem é o Andrade", referindo-se ao apelido que o presidenciável petista ganhou por eleitores que desconhecem seu sobrenome, de origem libanesa.
Em comum com Haddad, trouxe as críticas que resvalam em Jair Bolsonaro (PSL), primeiro colocado na disputa. Chamou o vice dele, general Hamilton Mourão, de “jumento de carga”. “Mourão, tu aí, vice do Bolsonaro, tu é um jumento de carga”, disse. “Não dá para deixar por menos não. Elogiar um vagabundo como esse Brilhante Ustra, que torturava mulheres diante de suas filhas crianças, é um doente mental e tem que ser denunciado com todo o deboche possível”. A ausência de Bolsonaro na campanha de rua desde o último dia 6, quando sofreu uma facada, fez com que sua militância se mobilizasse para mostrar seu apoio em atos sem a presença dele. Neste domingo em Boa Viagem, grupos como o Direita Pernambuco organizaram uma marcha da família com Bolsonaro, que levou centenas de pessoas para às ruas da zona Sul da cidade.
Em seu discurso no dia anterior, Haddad também lembrou do vice do capitão, que nos últimos dias criou polêmica ao afirmar que famílias sem pai ou avô são "fábricas de elementos desajustados". “Um recado para o nosso amigo ali: se a mulher cria os filhos sozinha, ela vai receber mais atenção da gente e não menos. Se a avó cuida do neto sozinha, ela vai receber o carinho do Lula de novo”, disse.

Candidato oficial

Haddad retornou ao Nordeste pela primeira vez desde que foi consolidado como candidato oficial do PT, após o partido ter que substituir Lula como cabeça de chapa, já que o ex-presidente tornou-se inelegível. Voltou também em uma situação eleitoral mais favorável: foi o candidato que mais subiu nas pesquisas no período da campanha, um indicativo de que a transferência dos votos de Lula para ele começaram a acontecer. Talvez por isso parecesse mais à vontade do que quando esteve, no início do mês, em um ato em Garanhuns. Para tentar se aproximar dos eleitores da região, usou gírias locais como “cabra”, ao se referir a outra pessoa, e incorporou um discurso pacificador, em meio a uma disputa que segue para a polarização entre petistas e antipetistas. “Não vamos admitir violência, não vamos admitir intolerância porque não é a nossa cultura”.
Após uma caminhada com milhares de militantes petistas e do PSB —com o qual o PT é coligado no Estado— o candidato discursou com um tom otimista. “O Nordeste já é festa. O Nordeste já sabe o resultado da eleição”, disse. Mas envolveu-se em uma saia justa quando a plateia, de apoiadores petistas, vaiou sonoramente sua menção a Renata Campos (PSB), viúva de Eduardo Campos, e a João Campos (PSB), filho de Eduardo e candidato a deputado federal, ambos ao lado dele no palco. O Governador Paulo Câmara (PSB) e sua vice, Luciana Santos (PCdoB) também foram vaiados ao discursarem. Uma amostra de que a militância petista ainda não perdoou a decisão do partido em abrir mão da candidatura ao Governo do Estado de Marília Arraes para apoiar a reeleição de Câmara e, em troca, manter o PSB neutro na eleição nacional, sufocando a candidatura de Ciro Gomes, que acabou isolado.
Sabendo do descontentamento de parte dos eleitores do PT com o episódio, Ciro, no dia seguinte, usou o fato como parte da sua artilharia. "Paulo Câmara vota a favor do impeachment, e a burocracia do PT tira a Marília Arraes na marra. Por qual razão? Para não deixar eu ter o apoio do PSB, que me daria 12 segundos só pra eu falar?", diz, se referindo ao tempo a mais de televisão que teria se tivesse se aliado aos socialistas. “Que diabo eu tenho pra dizer que esse povo não quer que eu diga?”.
Liderando as pesquisas na região Nordeste, Haddad aproveitou a ida à capital pernambucana para consolidar seu eleitorado que, se de fato for fiel ao PT nas urnas, pode ser crucial para levá-lo ao segundo turno. Em sua agenda, ainda está prevista mais uma vinda a Pernambuco antes do primeiro turno, em a cidade ainda a ser confirmada.

“O importante é chegar no segundo turno”

Já o tucano Geraldo Alckmin, que garantiu uma grande base de apoio partidária no país, mas não tem palanques fortes no Nordeste, chegou ao Recife, na sexta-feira, com o desafio de angariar algo a mais que os 7% das intenções de voto que conseguiu até agora. O tucano fora recebido por Mendonça Filho (DEM), candidato a senador por sua chapa estadual e ex-ministro da Educação de Temer. Um palanque um tanto desconfortável, já que o Governo Temer tem sido alvo de diversas críticas por parte de Alckmin que, inclusive, suscitaram a publicação de um vídeo feito pelo próprio presidente que acusa o tucano de dizer “falsidades”. Questionado sobre a contradição, o presidenciável se limitou a dizer que Mendonça Filho “foi um grande ministro” e enalteceu sua maior conquista: ter realizado a reforma do Ensino Médio.
Sem a presença de militantes, a visita de Alckmin teve na agenda uma entrevista a uma rádio local e um encontro com a União das Mães de Anjos, entidade criada por mães que tiveram filhos com microcefalia. Não teve ao seu lado, entretanto, Armando Monteiro, candidato ao Governo do Estado para quem Alckmin deu seu apoio —Monteiro usa em sua campanha uma estrela laranja, uma espécie de adaptação da estrela vermelha símbolo do PT.
O tucano fez um breve discurso de cerca de dez minutos, falou com a imprensa e seguiu para Salvador. Desde que a campanha começou oficialmente, em 16 de agosto, ele esteve na região Nordeste somente três vezes, passando por Petrolina (PE), cidades do Ceará e Natal (RN). Não comentou as pesquisas e disse que “o importante é chegar no segundo turno”.

sábado, 1 de outubro de 2016

Motorista perde o controle e carro invade casa em Paulista, PE


Veículo derrubou a parede de um quarto com crianças; ninguém ficou ferido.
Acidente aconteceu na madrugada neste sábado (1º), no bairro da Mirueira.

Do G1 PE
Um acidente destruiu parte de uma casa no bairro da Mirueira, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Na madrugada deste sábado (1º), um motorista perdeu o controle da direção e o carro invadiu uma residência na Avenida João Paulo II por volta das 2h. A parede do quarto onde quatro crianças dormiam foi abaixo. Apesar do susto, ninguém ficou ferido. [Veja vídeo acima]
A dona da casa, Dalva D’Ângelo, contou que acordou assim que ouviu o barulho e logo correu para salvar os quatro filhos. “A luz apagou e eu sempre durmo com a luz acesa. Aí corri logo para a sala e já vi esse carro aqui dentro. Corri para o quarto e saí tirando os meninos desesperadamente porque a parede caiu mesmo”, recordou Dalva.
Carro invadiu residência no bairro da Mirueira, em Paulista. (Foto: Reprodução/Whatsapp)Carro invadiu residência no bairro da Mirueira,
em Paulista. (Foto: Reprodução/Whatsapp)
Ela explica que, no momento, não conseguiu identificar quem dirigia o veículo. “Eu não olhei direito, estava muito desesperada, na hora a gente só pensa nos filhos. Não vi quem era, só vi correria”, destacou.
Vizinho da residência atingida, o técnico de refrigeração Luiz Carlos da Silva ressaltou que esse não é o primeiro acidente de trânsito que ocorre na área. Segundo ele, os moradores têm reivindicado melhorias na sinalização e lombadas para controlar o limite de velocidade na via.
“As motos passam aqui a 100, 120 [km/h]. Passa ônibus também. A gente não tem segurança nenhuma aqui. Já fomos na Prefeitura, já pedimos lombada. Colocaram uma lombada eletrônica em Jardim Paulista, mas aqui a gente não tem nem uma normal aqui”, reclamou o morador.
Ainda não há informações sobre o motorista do carro e as circunstâncias do acidente.
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terça-feira, 10 de maio de 2016

Moradores de Olinda usam barcos para transitar por áreas alagadas

Cidade teve 192 mm de chuva, entre 7h de segunda e 7h desta terça (10).Em alguns bairros, no entanto, o problema é a obra do Canal do Fragoso.


Olinda foi uma das cidades da Região Metropolitana a registrar um dos maiores índices de chuva nos últimos dias. A prefeitura notificou uma precipitação de 192 milímetros, das 7h de segunda-feira (9) às 7 desta terça-feira (10). Como se não bastasse o temporal, os moradores de alguns bairros enfrentam um problema ainda maior. A água está demorando a escoar e muita gente ainda estava ilhada no fim da manhã desta terça-feira. Para transitar, só de barco. [Veja no vídeo acima]
O maior vilão de quem mora na região de Jardim Fragoso, por exemplo, é a obra de um canal. O projeto, orçado em R$ 300 milhões, vem saindo do papel a passos lentos. No local da obra há máquinas paradas. Resultado: sair de casa só enfrentando a água suja.
Imagens aéreas mostram a dimensão do drama de quem vive nas áreas pero do Canal do Fragoso. Ninguém consegue perceber onde começa a rua e onde termina a calha do curso-d’água. Do alto, vira tudo uma mancha, um mar de lama. [Veja na foto abaixo]
Imagens aéreas mostram o transbordamento do Canal do Fragoso, em Olinda (Foto: Reprodução / TV Globo)Imagens aéreas mostram o transbordamento do Canal do Fragoso, em Olinda (Foto: Reprodução / TV Globo)
O morador Erinaldo  Araújo chegou a chorar ao falar da situação no bairro. Ele disse que a água nunca demorou tanto a ir embora. “Infelizmente, a gente mora aqui”, sublinhou.
Problema também para os moradores de Casa Caiada. A Rua Caetano Ribeiro virou um rio.  Quem teve condições, se refugiou no primeiro andar das casas. Até cobras apareceram no meio da água. O dono de uma oficina mecânica desabafou: “É só prejuízo. E desespero”, afirma Eduardo Santos.
Para sair de casa nesta terça-feira (10), moradores tiveram que usar barcos (Foto: Reprodução / TV Globo)Para sair de casa nesta terça-feira (10), moradores tiveram que usar barcos 
Explicações
O secretário de serviços Públicos de Olinda, Manoel Sátiro, afirmou que o município buscou ajuda do governo do estado, responsável pela obra do canal, para amenizar o sofrimento dos moradores da área de Fragoso.

Ele garantiu que medidas paliativas estão sendo tomadas para permitir o escoamento emergencial da água acumulada. Como o canal só fica pronto em 2017, será necessário fazer ações urgentes.
“Estamos com técnicos e engenheiros na área para  melhorar a situação das pessoas”, declarou. A Secretaria de Habitação de Pernambuco, que comanda o projeto de reforma e ampliação do canal, informou, por nota, que seus engenheiros e técnicos estão atuando na área para amenizar o sofrimento das famílias.
A situação de  algumas áreas de Olinda, na manhã desta terça, era tão complicada quanto no Recife, onde o número de famílias desalojadas na capital chega a 100. A capital pernambucana registrou em 36 horas, entre a noite de domingo (8) e esta terça-feira (10), 201 milímetros de chuva. Isso equivale ao índice de precipitações previsto para 21 dias de maio, de acordo com a média histórica, que é de 328 milímetros.
Números
Por causa do temporal, a Defesa Civil de Olinda registrou três desabamentos de muro e nove desmoronamentos parciais de imóveis. Dois caíram totalmente. Foram 15 deslizamentos de barreiras. Moradores fizeram 44 solicitações de proteção por lonas.
Mais Informações, Acesse o Link Abaixo:

G1GLOBO

Postado por: Ygor I. Mendes

Manifestantes pró-governo liberam rodovias federais no RS

Os manifestantes contrários ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff liberaram todas as estradas federais que eram alvo de bloqueio desde o início da manhã desta terça-feira, 10, no Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, mais de 10 trechos tiveram o trânsito interrompido. Os atos fazem parte do Dia Nacional de Paralisações e Mobilização contra o Golpe, com eventos em diversos Estados. Os manifestantes levaram cartazes e gritaram palavras de ordem em defesa do governo federal. Em alguns pontos, houve queima de pneus.

Ao longo da manhã, as autoridades negociaram com as lideranças dos protestos para desalojar as rodovias. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF-RS), por volta do meio-dia todas as estradas federais no RS estavam liberadas. Às 14 horas, não havia nenhum novo foco de manifestação.

No início da tarde, no entanto, ainda havia pontos de mobilização em rodovias estaduais, como no km 224 da RSC-471, em Encruzilhada do Sul, e no km 380 da RSC-377, em Alegrete. De acordo com o Comando Rodoviário da Brigada Militar, neste segundo ponto estão reunidas cerca de 70 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Há três assentamentos nas proximidades do local. Outras vias estaduais já foram liberadas.

Os protestos desta terça foram convocados pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo. O objetivo, de acordo com os organizadores, é chamar a atenção da sociedade sobre a possibilidade de afastamento da presidente Dilma e pressionar senadores a votarem contra a admissibilidade do processo na quarta-feira, 11.

Vários Estados

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), há manifestações registradas em vários Estados, como Bahia, Espírito Santo, Amazonas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Distrito Federal.

Durante a manhã, a Frente Brasil Popular, fez uma convocatória para que os manifestantes fossem às ruas. "Vai ter muita luta em defesa da democracia! O Brasil diz não contra o golpe!", diz uma mensagem postada no Facebook.

A CUT informou que os atos em todo o País são "em defesa da democracia, dos direitos trabalhistas sociais e humanos".

São Paulo

A Avenida 23 de Maio, importante via da capital paulista, foi bloqueada nos dois sentidos na altura do Terminal Bandeira, no Centro. Os manifestantes atearam fogo em madeira e pneus e liberaram a pista por volta das 8h30.

Houve também protesto na rodovia Hélio Smidt, que dá acesso ao Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, e na Marginal do Pinheiros. Os manifestantes também interditaram a Marginal do Tietê, perto da Ponte do Tatuapé, sentido Castelo Branco. Na rodovia Raposo Tavares, no sentido São Paulo, o protesto foi de um grupo é formado por estudantes que reivindicam melhorias na merenda.

Interior paulista

Reivindicações salariais misturadas a protestos contra o processo de impeachment paralisaram o transporte coletivo em 11 cidades da região de Sorocaba durante o período da manhã. Em Sorocaba, os ônibus circularam das 4 às 6 horas e foram recolhidos às garagens.

Milhares de pessoas não conseguiram chegar ao trabalho. Manifestações dos sindicatos dos motoristas e dos metalúrgicos, ligados à CUT, interromperam o trânsito nos principais corredores viários. Um dos protestos foi realizado em frente à prefeitura.

Em Tatuí e Itapetininga, o transporte urbano também foi paralisado. Nas três cidades, a previsão era de que o serviço fosse retomado entre 10 e 11 horas. O sindicatos alegam falta de atendimento às reivindicações salariais de motoristas e cobradores, mas também criticam a tentativa de afastamento da presidente Dilma.

A greve se estendeu ao transporte urbano e intermunicipal de Votorantim, São Roque, Alumínio, Mairinque, Araçoiaba da Serra, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo e Itapeva.

Rio de Janeiro

Manifestantes contrários ao processo de impeachment bloquearam duas rodovias importantes do Rio, entre a madrugada e a manhã desta terça-feira. A Rodovia Rio-Santos foi fechada nos dois sentidos, por volta das 6h40, na altura do município de Itaguaí, na Região Metropolitana do Rio. Segundo a PRF, os manifestantes espalharam pela pista pneus que incendiaram, na altura do quilômetro 394. Alguns portavam bandeiras da CUT. Por volta das 8 horas, a pista foi totalmente liberada.

Durante a madrugada, por volta das 4h50, os manifestantes também interditaram parcialmente a pista sentido Rio de Janeiro da Rodovia Presidente Dutra, na altura do município de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Eles também atearam fogo em pneus, o que exigiu a atuação de bombeiros. A via foi totalmente liberada às 5h30. Outro grupo de manifestantes se concentrava, por volta das 9 horas, na entrada principal da Refinaria Duque de Caxias (Reduc).

Paraíba

Em João Pessoa, o bloqueio foi no quilômetro 35 da BR-230. O trânsito está totalmente interditado para quem segue paras as cidades de Campina Grande, no interior paraibano, e Natal, no Rio Grande do Norte. Os protestos também são liderados pela Frente Brasil Popular, com grupos espalhados em vários pontos da cidade.

Eles fecham ainda o acesso a trens e a empresas de ônibus coletivo. Em Campina Grande, a interdição é na rotatória da BR-230 que dá acesso à cidade.

Rio Grande do Norte

Em Natal, o serviço de ônibus foi paralisado na região metropolitana durante a manhã. De acordo com a prefeitura da capital potiguar, táxis e ônibus fretados foram autorizados a fazer lotação durante a paralisação. Manifestantes também queimaram pneus no acesso ao campus da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), vizinho ao viaduto na BR-101.

Pernambuco

O MST fez várias interdições no Estado, segundo a PRF. No interior, o trânsito está bloqueado nas dois sentidos das BRs 232, em Pesqueira, Agreste pernambucano, e na 101, em Goiana, na Zona da Mata. Já na Região Metropolitana do Recife, o protesto é no quilômetro 83 da BR-101, em Jaboatão dos Guararapes.

Paraná

De acordo com a PRF, manifestantes do MST interditaram a Praça de Pedágio de Witmarsum, no quilômetro 340 da BR-277, em Palmeira. No Centro de Curitiba, foram colocados diversos balões em forma de coração, com a frase "Fica querida", em defesa da presidente Dilma.

Bahia

Os manifestantes fecharam vários trechos de rodovias baianas. No quilômetro 523 da BR-324, em Feira de Santana, a via foi interditada no sentido Salvador. Na mesma rodovia, em Candeias, o protesto fechou uma pista no sentido Feira de Santana. Já em Itabuna, a interdição foi no quilômetro 508 da BR-101. Na capital baiana, movimentos sociais interditaram a Avenida Suburbana.

Mato Grosso do Sul

De acordo com a CUT, apesar da chuva que cai no Estado, a BR-267 foi interditada no início da manhã.

EM

Postado por: Ygor I. Mendes